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Maceió

Maceió localiza-se no Nordeste brasileiro, em Alagoas. É a capital do estado e abriga a sede do governo estadual. Possui clima Tropical úmido, além de belas praias.

Bandeira de Maceió.
Bandeira de Maceió.

Maceió é uma cidade localizada no litoral do estado de Alagoas, Nordeste do Brasil. É a capital e principal cidade do estado. A localização litorânea atrai turistas de todos os cantos do país, quiçá do mundo, sendo esse ramo uma grande fonte de renda para a população maceioense.

Veja também: Quais são as capitais do Brasil?

Resumo sobre Maceió

  • Maceió é a capital do estado de Alagoas. Está localizada na região Nordeste do Brasil.

  • O bioma principal presente na cidade é a Mata Atlântica.

  • Suas praias atraem turistas do Brasil inteiro e também de outros países.

  • É a cidade mais populosa do estado, com pouco mais de 1,2 milhão de habitantes.

  • Sua economia é pautada no setor terciário, em especial no ramo turístico.

  • A padroeira da cidade é Nossa Senhora dos Prazeres, homenageada no mês de agosto.

  • O cantor Djavan e o escritor Graciliano Ramos são maceioenses.

  • Já foi considerada a cidade mais perigosa do Brasil.

  • Possui alto índice de população urbana, com menos de 1% dos habitantes vivendo na zona rural.

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Dados gerais de Maceió:

  • Gentílico: maceioense

Geografia

  • Área total: 509,320 km² (IBGE, 2020)

  • Altitude: 16 m

  • Fuso horário: GMT -3

  • População total: 1.025.360 de pessoas (estimativa IBGE, 2020)

  • Densidade demográfica: 1.854,10 hab/km² (IBGE, 2010)

  • Clima: Tropical úmido

Histórico

  • Fundação: 5 de dezembro de 1815

Localização

  • País: Brasil

  • Unidade federativa: Alagoas (AL)

  • Região intermediária: Maceió

  • Região imediata: Maceió

  • Região metropolitana: 12 municípios

  • Municípios limítrofes: Marechal Deodoro, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte, Satuba, Rio Largo, Messias, Flexeiras, Barra de Santo Antônio e Paripueira

Geografia de Maceió

Localizada no litoral alagoano, Maceió é a capital do respectivo estado. Essa localização faz parte da Zona da Mata nordestina, em alusão ao bioma presente por todo litoral do Nordeste, a Mata Atlântica.

O relevo maceioense é composto de baixas altitudes que não ultrapassam 16 m acima do nível do mar. São planícies costeiras que se estendem por toda a cidade e que formam belas praias, atraindo turistas de vários cantos do Brasil.

Foto aérea da praia de Pajuçara, em Maceió, Alagoas.
Praia Pajuçara, Maceió. [1]

o clima da cidade é caracterizado pelo Tropical úmido, com baixa amplitude térmica devido à maritimidade, que ameniza a mudança de temperatura ao longo do dia. As temperaturas médias podem chegar a 30 ºC no verão, a estação mais seca da cidade. As chuvas se concentram no outono e no inverno, principalmente entre os meses de maio e junho.

Há em Maceió um arquipélago formado por nove ilhas, que se originaram dos sedimentos dos rios Mundaú e Paraíba do Meio, os principais da cidade. As nove ilhas são: Almirante, Andorinhas, Bora Bora, Cabras, Fogo, Irineu, Santa Marta, Santa Rita e Um Coqueiro Só.

Veja também: O que é uma península?

História de Maceió

Antes da chegada de europeus, o território maceioense era ocupado por povos tupis, como os tapuias e os caetés. No século XVI, a região começou a ser ocupada, de forma tímida, por portugueses que exploraram e comercializaram o pau-brasil, árvore típica da Mata Atlântica.

No século seguinte, holandeses invadiram o Nordeste brasileiro, fato que provocou tensões entre eles e os lusitanos. Com isso, portugueses decidiram cultivar cana-de-açúcar e oficializar a posse do território. Ainda no mesmo século, por volta de 1660, os holandeses foram expulsos da então América Portuguesa, culminando na posse definitiva por parte de Portugal.

O comércio de açúcar na cidade foi fundamental para o povoamento e desenvolvimento regionais. O Porto de Jaraguá, criado nesse período, serviu para embarque açucareiro, promovendo Maceió como importante cidade nordestina.

No século XIX, em 1815, Maceió foi desmembrada da Vila de Alagoas, atual cidade de Marechal Deodoro. Dois anos depois, Alagoas se emancipou da capitania de Pernambuco. Com isso, duas cidades foram indicadas para o posto da nova capital alagoana, Maceió e Marechal Deodoro.

O desfecho ocorreu em 1839, quando, em 9 de dezembro daquele ano, Maceió foi escolhida para sediar o centro administrativo e ser a capital estadual. Desde então, é uma das principais cidades de todo Nordeste, sendo referência no turismo nacional.

  • Videoaula sobre as invasões holandesas no Brasil

Economia de Maceió

A economia da cidade é pautada, principalmente, no setor terciário, em especial no turismo e nos comércios praieiros. Devido às belas paisagens, Maceió atrai visitantes de todos os cantos do Brasil, movimentando o setor hoteleiro e demais envolvidos. A renda per capita da cidade, em 2018, era de R$22.126,34, de acordo com o IBGE.

Foto aérea da orla da praia do Francês em Maceió, Alagoas.
Praia do Francês, Maceió.

Há uma tímida produção agrícola de cana-de-açúcar, coco-da-baía e mandioca, que em grande parte é voltada para o mercado interno. O setor secundário se destaca com a indústria sucroalcooleira, além da exploração de petróleo e gás natural em escala industrial.

Maceió é rica em sal-gema, um cloreto de sódio utilizado na produção de soda cáustica e PVC que foi muito importante para a economia da cidade entre as décadas de 1970 e 2010. No entanto, a exploração desse recurso trouxe sérios problemas urbanos para moradores de áreas próximas às reservas de sal-gema. Grande parte das casas localizadas nessa região sofreram rachaduras e se tornaram inabitáveis, obrigando as famílias a se mudarem.

A empresa responsável pela exploração de sal-gema em Maceió encerrou as atividades na cidade, em 2018, devido aos entraves com moradores e prefeitura.

Demografia de Maceió

A população maceioense, segundo estimativas do IBGE de 2020, é de pouco mais de 1,2 milhão de habitantes, número relativamente baixo se comparado a outras capitais nacionais. Contudo, o que nos chama a atenção é a elevada densidade demográfica, que ultrapassa 1800 hab/km², número que está entre as maiores densidades do globo.

Esse fato pode ser explicado pela extensão territorial de Maceió, que não é uma grande cidade nesse quesito.

Essa concentração elevada de habitantes faz com que Maceió tenha a taxa mais alta de população urbana do Brasil. Mais de 99% da população total vivem na zona urbana, número extremamente alto para os padrões brasileiros. Com isso, a violência urbana é alta, fato esse que já fez de Maceió a cidade mais perigosa do Brasil no ano de 2013.

Ainda de acordo com o IBGE, há um predomínio da população feminina em relação à masculina. O percentual da primeira é de 53,2%, enquanto 46,8% dos habitantes de Maceió são homens.

Em 2010, data do último censo do IBGE, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Maceió era 0,721.

Leia também: Envelhecimento populacional – fenômeno em que há diminuição de natalidade

Governo de Maceió

O governo maceioense é exercido pelo prefeito do município, chefe do Executivo municipal, eleito por eleições periódicas realizadas de quatro em quatro anos. A sede do governo da cidade encontra-se no bairro Jaraguá, área litorânea.

Além do prefeito, 25 vereadores eleitos periodicamente também participam do comando executivo municipal, com o objetivo de fiscalizar o trabalho do prefeito.

Infraestrutura de Maceió

Em Maceió estão localizados o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares e o Porto Jaraguá (ou Porto Maceió), ambos utilizados na integração nacional da cidade com outras localidades brasileiras.

O Porto de Jaraguá é utilizado desde os tempos coloniais para o atracamento de navios e exportação da cana-de-açúcar naquele período. Atualmente, o porto concentra exportações de açúcar, além de produtos químicos, sendo referência no Nordeste brasileiro.

Duas importantes rodovias federais cruzam a cidade: a BR-104 e a BR-316, que conecta a cidade ao interior de Alagoas e com outros estados nordestinos.

A cidade teve um processo de urbanização acelerado e desordenado, o que justifica o alto índice de população urbana em comparação à população rural. Os problemas urbanos são comuns, como o acesso a esgoto sanitário adequado. Em 2010, o percentual de pessoas que tinham acesso a esse item era de 47%.

Cultura de Maceió

Maceió possui uma rica e diversificada cultura, fruto da mistura de povos que moldou a população maceioense, como europeus, povos indígenas e africanos. As manifestações artísticas da cidade perpassam por um vasto folclore, como as Festas de Reis, o reisado, a zabumba e o coco alagoano.

A religiosidade é marcada pela devoção à Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da cidade. Durante o mês de agosto, acontece a Festa da Padroeira Nossa Senhora dos Prazeres, em frente à Catedral Metropolitana de Maceió. Durante a festa, novenas, missas e festividades marcam tal devoção.

 Foto da Catedral Metropolitana de Maceió.
Catedral Metropolitana de Maceió.[2]

No artesanato destacam-se os bordados de filé, de intensa coloração e feitos de uma rede chamada malha. Esse modelo de artesanato é passado de geração em geração, e as pessoas que o fazem são chamadas de “filezeiras”.

O bairro Jaraguá é considerado patrimônio material do estado devido às construções datadas do século XIX. Há na cidade vários museus que resgaram valores históricos não só de Alagoas, mas do Brasil, como o Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa), o Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e o Museu de Arte Brasileira (MAB).

Personalidades famosas da cultura brasileira são de Maceió, como o cantor Djavan e o escritor Graciliano Ramos.

Mapa de Maceió

Mapa de Alagoas, com destaque para a capital, Maceió.
Mapa de Alagoas, com destaque para a capital, Maceió. [3]

Divisão Geográfica de Maceió

Maceió está dividida em oito regiões administrativas, conhecidas como RA. Essas regiões facilitam o trabalho dos órgãos municipais e da distribuição de recursos financeiros destinados a obras de melhorias na cidade. Além dessa divisão, Maceió conta com 50 bairros, distribuídos entre as RA, divisão essa que vigora desde 1998.

Créditos das imagens

[1] Caio Pederneiras / Shutterstock

[2] mateusrfiuza / Shutterstock

[3] Sputinik14 / Commons

Por: Átila Matias

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