Como estudar Química para o Enem

Como podemos estudar química para o Enem? Existem técnicas que auxiliam na memorização e absorção do conteúdo, otimizando o tempo e a prática. Resolução de exercícios no caso de disciplinas exatas, como química, é indispensável para preparar-se para o momento da prova e para mapeamento de dificuldades.

Leia também: Principais funções orgânicas abordadas no Enem

Recomendações gerais

  • Esteja bem alimentado e hidratado

Assim como os demais músculos do nosso corpo, o cérebro também tem uma demanda de suprimentos para o bom funcionamento. A nossa massa cefálica é constituída por 78% de água, daí a importância de estar sempre bem hidratado, isso influencia nossas sinapses, a absorção de informação e a velocidade de cognição.

  • Tenha um ambiente apto para estudos

Um ambiente bem iluminado, silencioso e com material didático, como cadernos, livros e notebook ao alcance, longe de distrações, como celular e TV, é o ideal.

Os estudos de química para o Enem requerem muita dedicação e preparação.
Os estudos de química para o Enem requerem muita dedicação e preparação.
  • Tempo de estudo

Pesquisas comprovam que longas horas de estudo comprometem o desempenho e rendimento do aluno, portanto, motive o seu consciente a focar nos estudos por um delimitado tempo, e, ao fim desse tempo, tenha uma pausa para descanso.

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  • Organize seus estudos

Organize seus estudos de acordo com o tempo que você tem até o dia da prova, sendo que quanto antes você começar estudar, melhor. Tente prever quanto tempo você vai gastar em cada tópico a ser estudado, lembrando que é necessário ler a teoria, fazer exercícios e revisar. Planeje e dinamize o momento de estudos com formas diferentes de estudar (texto, videoaula, experimentos, filmes).

  • Use todas as ferramentas

Quando mais sentidos você aplica a algo, mais o seu cérebro vai absorver informação. Há sempre aquela técnica que rende mais para um do que para outro, se você ainda não conhece qual é a sua, experimente todas e faça uma autoanálise.

  • Veja e ouça

Aposte em videoaulas, filmes e documentários sobre o assunto estudado, além de absorver informação pelos sentidos visual e auditivo, haverá também associação a outros temas, situações do cotidiano, personagens, músicas etc. Tudo isso vai te ajudar na hora da prova.

  • Fale

Converse com alguém ou ensine o assunto que você está estudando, faça gravações explicando o conteúdo e ouça-as em outro momento ou ainda faça uma apresentação para si mesmo em frente ao espelho. Ensinar, falar, repassar a informação obriga o cérebro a compreender e memorizar o que foi estudado.

  • Experimente

Na disciplina de química, temos muitos tópicos que podem ser desenvolvidos experimentalmente com materiais alternativos que temos na cozinha de casa, como: reações ácido base utilizando vinagre (ácido), bicarbonato (base) e caldo de repolho roxo (indicador), fazendo soluções com concentrações diferentes de ácido e base com o caldo do repolho, pode-se observar a mudança de pH da solução. A experimentação ajuda compreender a nível macroscópico e visual o que acontece e é explicado pela química a nível molecular.

Como dito pelo filósofo chinês Confúcio:

“O que eu ouço, eu esqueço. O que eu vejo, eu lembro. O que eu faço, eu entendo.”

Veja também: Cinco tópicos fundamentais sobre radioatividade no Enem  

  • Escreva, desenhe

Resumir o assunto estudado e fazer anotações e mapas mentais são técnicas importantes e imprescindíveis para um bom estudo. Na disciplina de química, em que temos muitas propriedades, fórmulas e teorias que despencam no Enem, ter em mãos um resumo para relembrar sempre os tópicos principais de cada assunto é fundamental.

  • Pratique

Quanto mais exercícios forem feitos, mais preparado você estará para a diversidade de perguntas que podem ser elaboradas no Enem. Apesar de haver uma infinidade de possibilidades para as questões, via de regra, os vestibulares aderem àquelas que seguem uma mesma linha de raciocínio, cobrando um determinado assunto da mesma forma, por exemplo:

Enem (2015) Uma forma de organização de um sistema biológico é a presença de sinais diversos utilizados pelos indivíduos para se comunicarem. No caso das abelhas da espécie Apis mellifera, os sinais utilizados podem ser feromônios. Para saírem e voltarem de suas colmeias, usam um feromônio que indica a trilha percorrida por elas (Composto A). Quando pressentem o perigo, expelem um feromônio de alarme (Composto B), que serve de sinal para um combate coletivo. O que diferencia cada um desses sinais utilizados pelas abelhas são as estruturas e funções orgânicas dos feromônios.

As funções orgânicas que caracterizam os feromônios de trilha e de alarme são, respectivamente,

a) álcool e éster.

b) aldeído e cetona.

c) éter e hidrocarboneto.

d) enol e ácido carboxílico.

e) ácido carboxílico e amida.

Resolução

Alternativa A. Composto A: álcool; Composto B: éster.

Enem (2012) A produção mundial de alimentos poderia reduzir-se a 40% da atual sem a aplicação de controle sobre as pragas agrícolas. Por outro lado, o uso frequente dos agrotóxicos pode causar contaminação em solos, águas superficiais e subterrâneas, atmosfera e alimentos. Os biopesticidas, tais como a piretrina e a coronopi lina, têm sido uma alternativa na diminuição dos prejuízos econômicos, sociais e ambientais gerados pelos agrotóxicos.

Identifique as funções orgânicas presentes simultaneamente nas estruturas dos dois biopesticidas apresentados:

a) Éter e éster

b) Cetona e éster

c) Álcool e cetona

d) Aldeído e cetona

e) Éter e ácido carboxílico

Resolução

Alternativa B. Cetona e éster.

Perceba que as duas questões, apesar de serem de provas diferentes e em contextos diferentes, pedem a mesma coisa, que é identificar a função orgânica nas moléculas. Funções orgânicas são um dos conteúdos mais cobrados da disciplina de química e que exige do aluno memorização, outra contribuição da realização de exercícios.

Quanto mais se faz exercícios de um determinado assunto, mais serão fixadas na memória as informações pertinentes. Ao fazer exercícios, controle o tempo gasto com cada questão e faça um mapeamento de quais conteúdos estão sendo mais difíceis, procure sanar as dúvidas e praticar mais onde se tem dificuldade, até ter um bom desempenho em todos.

  • Revise

Na hora de organizar o tempo de estudo, inclua um prazo para revisar o que foi visto anteriormente. Tenha sempre em mãos o mapa metal ou esquema para fazer essa revisão de forma mais prática.

Acesse também: Dicas de química para o Enem

Prova de química do Enem

  • Questões de química

Na prova de química no Enem, diversas vezes vai aparecer um texto relativamente extenso sobre a molécula principal da questão ou sobre um processo químico, relacionando o tópico a um contexto industrial, ambiental ou de vivência cotidiana. Em diversos casos, esse texto não é tão necessário para resolver a questão, então, comece a ler a questão “de baixo para cima”, pode ser que, assim, você consiga economizar tempo, sempre anotando os dados e fazendo um levantamento do que foi estudado sobre o assunto.

  • Tópicos a serem estudados

  • Forças intramoleculares (ligações químicas)
  • Polaridade
  • Compostos orgânicos
  • Reações orgânicas
  • Eletroquímica
  • Estequiometria
  • Soluções
  • Estados físicos da matéria
  • Equilíbrio químico
  • Hidrólise salina
  • Reações inorgânicas
  • Termoquímica
  • Radioatividade
  • Isomeria
  • Cinética química
  • Modelos atômicos
  • Propriedades da matéria (densidade, ponto de fusão e ebulição, características visuais) e a relação das propriedades com as forças intermoleculares.
  • Bioquímica: aminoácidos, proteínas, lipídeos e carboidratos
  • Caráter ácido básico de substâncias orgânicas
  • Reação redox ou oxirredução
  • Polímeros
  • Propriedades coligativas
  • Propriedades periódicas
  • Tópicos que mais caem no Enem 

  • Forças intramoleculares: ligações químicas (covalente, metálica, iônica, covalente coordenada), regra do octeto.
  • Reações orgânicas: reações de adição, substituição e eliminação.
  • Compostos orgânicos: hidrocarbonetos, funções oxigenadas, nitrogenadas e haletos orgânicos.
  • Eletroquímica: célula galvânica, eletrolítica e suas aplicações.
  • Estequiometria: leis ponderais — lei da conservação das massas e lei das proporções constantes.
  • Soluções: aspectos quantitativos das soluções das misturas de soluções.
  • Estados físicos da matéria: sólido, líquido, gasoso, plasma, estado físico em misturas, sistemas.
  • Equilíbrio químico: condições de equilíbrio, demonstração gráfica, concentrações constantes, constante de equilíbrio, fatores que influenciam no equilíbrio da reação.
  • Reações inorgânicas: reação de decomposição, ustulação, reação com peróxidos, simples troca, dupla troca, reação de hidreto com água, neutralização, reações químicas com carbetos, reações de metais com água e base.
  • Termoquímica: calor, reação exotérmica e endotérmica, entalpia, lei de Hess.
  • Radioatividade: raios alfa, beta e gama, leis da radioatividade e aplicações.
  • Modelos atômicos: modelos Dalton, Thomson, Rutherford, Bohr e Schrödinger.
  • Isomeria: tipos de isomeria (isomeria de posição, de função, óptica…).
  • Química ambiental: chuva ácida, destruição da camada de ozônio, aquecimento global, derramamento de petróleo no mar, poluição ambiental.

Leia também: Dicas infalíveis para o cálculo da massa molar 

Assuntos atuais

É comum o Enem associar questões da prova com assuntos e notícias recentes. Já podemos prever que cairá na prova alguma questão relacionada à explosão com nitrato de amônio que ocorreu no Líbano, ou ainda relacionada ao álcool em gel, muito utilizado como barreira sanitária para evitar a propagação do coronavírus. Esteja atento às notícias e sempre faça pesquisa sobre o assunto para saber de que se trata, pense em seguida como se pode relacionar aquele assunto com as questões da prova.

Por: Laysa Bernardes Marques de Araújo

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