Adolf Hitler

 Adolf Hitler foi um austríaco que liderou o Partido Nazista durante as décadas de 1920, 1930 e 1940. Ele, que era adepto de ideais conservadores, nacionalistas, eugenistas e antissemitas, conquistou multidões com a sua capacidade retórica. Ao subir ao poder da Alemanha em 1933, perseguiu opositores, preparou o país para a guerra e foi responsável pela morte de milhões de judeus.

Acesse também: Antecedentes da Segunda Guerra Mundial

Nascimento e juventude de Hitler

Adolf Hitler nasceu em Braunau am Inn, na Áustria, no dia 20 de abril de 1889. O nascimento dele aconteceu no quarto de hotel onde Klara Pölzl, sua mãe, residia — o Gasthof zum Pommer. Ele foi o quarto filho de Klara e o primeiro que conseguiu sobreviver à infância. Hitler passou apenas duas semanas nesse local e logo seus pais se mudaram para outra residência.

Adolf Hitler nasceu em uma família de classe média. Seu pai era funcionário público.[1]
Adolf Hitler nasceu em uma família de classe média. Seu pai era funcionário público.[1]

Além de Klara Pölzl, Hitler era filho de Alois Hitler, um austríaco que trabalhava como inspetor alfandegário em Branau. O sobrenome original de Alois era Schicklgruber, mas ele adotou o sobrenome “Hitler” em 1876. O emprego de Alois dava a ele e a sua família uma condição financeira bastante estável.

Assim, Hitler cresceu em uma família de classe média com boas condições materiais. Apesar disso, as relações entre os membros da família de Hitler não eram boas, e seu pai era conhecido pelo humor explosivo e por sua rigidez na educação dos filhos. Por outro lado, a relação de Hitler com a mãe era boa e ela era conhecida como uma mãe amorosa.

A juventude de Hitler acabou sendo marcada pelas mortes precoces de seus pais. Alois morreu em 1903, possivelmente vítima de derrame pleural; Klara, por sua vez, faleceu em 1907, vítima de câncer. O falecimento de Alois encerrou um longo debate entre pai e filho sobre a carreira profissional de Hitler.

Alois desejava que Hitler seguisse a carreira do pai e fosse funcionário público, mas Hitler desejava ser artista. Dois anos após a morte do pai, Hitler convenceu a mãe a permiti-lo abandonar os estudos e, com isso, ficou sem perspectivas profissionais para o seu futuro. Entre 1905 e 1907, o ano da morte de sua mãe, Hitler levou uma vida sem obrigações, sendo sustentado por sua mãe, cada vez mais debilitada pelo câncer.

Em 1907, ele se tornou responsável pela tomada de decisões do tratamento médico de sua mãe e, nesse mesmo ano, convenceu-a a financiar os estudos dele na Academia de Belas Artes de Viena. Ao final desse ano, Hitler sofreu dois grandes baques: sua aplicação para a Academia de Belas Artes foi rejeitada e sua mãe faleceu vítima de câncer de mama.

Algumas semanas depois do falecimento de Klara Pölzl, Hitler mudou-se para Viena, a fim de tentar novamente se matricular na Academia de Belas Artes ou então despontar na carreira de arquitetura (ele não conseguiu nem um dos dois objetivos). Ele levou uma soma de dinheiro que o manteria confortável por um ano e lá encontrou um cenário político que contribuiu fortemente para sua formação ideológica. O clima de antissemitismo existente na capital austríaca deixou marcas no jovem Hitler.

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  • Primeira Guerra Mundial

Em maio de 1913, Hitler recebeu a herança que seu pai deixara e que, por lei, ele só poderia sacar quando completasse 24 anos. Em posse desse dinheiro, ele decidiu se mudar para Munique, principalmente para fugir do alistamento militar obrigatório. Hitler deveria ter se alistado aos 21 anos, mas nunca compareceu.

Ele alegou que deixou a Áustria por ter uma grande aversão ao Império dos Habsburgo e à grande presença de estrangeiros em seu país natal. Em Munique, tentou ganhar a vida vendendo as pinturas que fazia. No começo de 1914, recebeu uma intimação para quitar seu serviço militar obrigatório e, ao comparecer, foi dispensado.

No final de julho de 1914, a Primeira Guerra Mundial se iniciou como consequência do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo. O início da guerra tirou Hitler da vida de ociosidade e fez com que ele se alistasse no exército alemão, em 16 de agosto de 1914, o que aconteceu no Posto de Recrutamento VI, em Munique.

Depois de se alistar, Hitler foi vinculado ao 16º Regimento de Reserva de Infantaria da Baviera e, em outubro, foi enviado para a frente de batalha em Flandres. Na guerra, Hitler não lutou nas trincheiras, mas trabalhava como mensageiro, levando as ordens dos postos de comando aos líderes de regimentos. Nessa função, ele ganhou uma promoção e se tornou cabo.

Durante a guerra, Hitler ficou marcado como um soldado dedicado às suas funções e chegou a receber a Cruz de Ferro, a mais alta condecoração do exército alemão. Em 13 de outubro de 1918, foi enviado para o hospital após inalar gás mostarda. Enquanto se recuperava, recebeu a notícia de que a Alemanha havia se rendido e a guerra tinha acabado.

Hitler se tornou um forte adepto da teoria conspiratória que falava da “punhalada nas costas”, uma suposta conspiração de socialistas e judeus para prejudicar a Alemanha na guerra. O historiador Ian Kershaw, por sua vez, demonstra que o exército alemão estava em uma situação muito delicada e a sociedade alemã estava cada vez mais impaciente com a guerra|1|. O caos social e econômico teria levado o país à rendição.

Acesse também: Marcha fascista sobre Roma — a ascensão de Mussolini ao poder na Itália

Trajetória política de Hitler

O fim da Primeira Guerra Mundial deixou a Alemanha em uma situação delicada. A economia alemã estava em frangalhos, e o país estava endividado e humilhado com os termos do Tratado de Versalhes. Esse cenário de caos econômico e político foi terra fértil para que os movimentos de extrema-direita prosperassem.

Nesse contexto, Hitler se tornou um agitador político e se encontrava em cervejarias com outros homens. Antissemitismo e críticas à democracia liberal, à social-democracia e ao socialismo eram pautas comuns em seus discursos. O ingresso de Hitler na política aconteceu em setembro de 1919, quando ele decidiu ingressar no Partido dos Trabalhadores Alemães (DAP, na sigla alemã). Com o tempo, ele foi sendo cada vez mais reconhecido por sua capacidade discursiva e se tornou um grande difusor das teorias conspiratórias da extrema-direita alemã.

Os discursos de Hitler e seu papel como agitador político foram fundamentais para o crescimento do Partido Nazista.[1]
Os discursos de Hitler e seu papel como agitador político foram fundamentais para o crescimento do Partido Nazista.[1]

Ao todo, essa ascensão de Hitler como grande propagandista da extrema-direita levou cerca de três anos. No meio desse período, ele foi um dos fundadores de um novo partido político: o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Esse nome foi parte de uma estratégia do DAP para se tornar mais popular com a camada de trabalhadores da Alemanha.

Conhecido no alemão como Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, o Partido Nazista foi inaugurado com um documento que trazia os 25 pontos defendidos pelos nazistas e que foram elaborados com contribuição do austríaco. Ian Kershaw apresenta alguns dos itens abordados nesses 25 pontos do nazismo:

Seus itens – entre eles, exigência de uma Alemanha Maior, terras e colônias, discriminação contra os judeus e negação de cidadania a eles, rompimento da “escravidão dos juros”, confisco de lucros de guerra, reforma agrária, proteção da classe média, perseguição dos especuladores e regulamentação da mídia – continham pouca coisa ou nada que fosse original na direita völkisch|2|.

O papel dos discursos de Hitler foram fundamentais para o crescimento do partido, que passou de 190 filiados para mais de 3 mil em cerca de um ano e meio, entre 1920 e 1921. A ascensão política de Hitler a nível nacional na Alemanha foi afirmada por meio do Putsch da Cervejaria, uma tentativa de golpe que ele liderou na Baviera, em 1923.

O golpe aconteceu em novembro de 1923 e fracassou. Hitler foi preso e foi mantido na cadeia por um ano, período que foi utilizado por ele para a redação do livro que resumia a sua ideologia, o Mein Kampf, traduzido como Minha Luta. Esse livro se tornou a base ideológica do Partido Nazista.

  • Líder do nazismo

Depois de sair da prisão, Hitler se tornou um grande nome da extrema-direita em toda a Alemanha e aproveitou-se desse fato para garantir o sucesso do Partido Nazista. Na liderança do nazismo, ele foi o responsável por fazer desse partido um dos maiores da Alemanha. O crescimento do nazismo na segunda metade da década de 1920 e nos primeiros anos da década de 1930 foi exponencial.

Nesse período, Hitler conheceu pessoas que se tornariam membros importantes do partido, como Joseph Goebbels, que se tornou responsável pela propaganda oficial nazista. Hitler também popularizou a saudação “Heil Hitler”, que significa Salve Hitler. O crescimento do partido não se percebeu apenas em número de filiados, mas em número de votos.

Hitler se torna líder da Alemanha

Em 1933, Hitler assumiu o cargo de primeiro-ministro da Alemanha, permanecendo no poder até sua morte, em 1945.[1]
Em 1933, Hitler assumiu o cargo de primeiro-ministro da Alemanha, permanecendo no poder até sua morte, em 1945.[1]

O crescimento do Partido Nazista se refletiu nos resultados eleitorais, o que aumentou a presença dos nazistas no Parlamento. Em 1932, Hitler recebeu sua cidadania alemã e, com isso, decidiu lançar-se como candidato à presidência da Alemanha. Ele foi derrotado na eleição por Paul von Hindeburg, mas, em 1933, foi nomeado pelo próprio Hindeburg como primeiro-ministro da Alemanha.

Essa nomeação aconteceu pela forte pressão que se fazia sobre Hindeburg para que ele nomeasse Hitler como primeiro-ministro. A ascensão de Hitler ao poder, em 1933, marcou o momento auge de sua trajetória política e do Partido Nazista. Tão logo assumiram o poder, os nazistas passaram a usar o Estado alemão para perseguir seus opositores.

Ao longo da década de 1930, Hitler trabalhou no desenvolvimento de seu projeto de poder e perseguiu judeus, social-democratas, comunistas e qualquer um que tentasse se opor a ele – inclusive membros do próprio partido. O projeto de Hitler pretendia formar um grande Império Alemão que incorporasse territórios historicamente ocupados pelos germânicos.

Ao longo da década de 1930, diversas ações contra os judeus foram sendo tomadas, e muitas delas partiram da mente do próprio Hitler. Nessa década, Hitler iniciou o aprisionamento dos seus opositores em campos de concentração, começando por social-democratas e comunistas em 1933. Os judeus começaram a ser aprisionados depois da Noite dos Cristais, pogrom que aconteceu em 1938.

A partir de 1934, Hitler acumulou os poderes de primeiro-ministro e de presidente, depois que Hindenburg faleceu. Em posse de novos poderes, ele desafiou a Liga das Nações e o Tratado de Versalhes, que obrigava a Alemanha a pagar uma indenização altíssima e proibia o país de ter Marinha e Aeronáutica, além de mais de 100 mil soldados de infantaria.

O objetivo dos desafios de Hitler era reformular o exército alemão, pois ele acreditava que somente por meio da guerra o povo alemão, chamado de arianos pelos nazistas, conseguiria estabelecer o seu “espaço vital”. Por essa razão, Hitler investiu maciçamente no desenvolvimento industrial e militar da Alemanha e começou a expandir o território alemão.

Acesse também: Conferência de Munique e o expansionismo alemão na questão dos sudetos

Segunda Guerra Mundial

A expansão territorial da Alemanha foi o estopim do início da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939. Hitler havia anexado a Áustria e a Checoslováquia ao território alemão e, quando tentou anexar a Polônia, britânicos e franceses declararam guerra à Alemanha. Hitler foi pego de surpresa com a reação de franceses e britânicos.

A participação alemã na Segunda Guerra Mundial pode ser dividida em três momentos:

  • expansão: de 1939 a 1941;

  • estagnação: de 1941 a 1942;

  • retração: de 1943 a 1945.

Esse primeiro momento foi de grande sucesso para os alemães, que conquistaram rapidamente locais como Polônia, Noruega, França, Bélgica, Holanda, Iugoslávia e Grécia. Entretanto, o grande alvo dos alemães era a União Soviética, uma vez que Hitler desejava expandir a Alemanha para territórios soviéticos, além de desejar explorar os recursos soviéticos e o próprio povo eslavo.

Os anos vitoriosos fizeram com que Hitler ignorasse as limitações alemãs. Hitler colocou a Alemanha em mais frentes de guerra do que o país conseguia lidar, e a luta contra a União Soviética, que deveria ser rápida, tornou-se desgastante. Logo o exército alemão começou a ter um número de mortes elevado, e a quantidade de recursos necessários estava muito acima do que a economia alemã conseguia suportar.

Um momento-chave na Segunda Guerra Mundial foi a Batalha de Stalingrado, que teve mais de um milhão de mortos e foi uma demonstração da teimosia de Hitler. A recusa em recuar suas tropas causou a morte de milhares de soldados alemães e prejudicou o esforço de guerra do país. Toda a tensão de governar um país em estado de guerra total e o acúmulo de derrotas a partir de 1942 fizeram a saúde de Hitler declinar.

Durante a guerra, Hitler deu aval para que os nazistas colocassem em prática a Solução Final, plano que visava promover uma limpeza étnica no continente por meio do massacre dos judeus. A perseguição aos judeus ocorreu por meio de grupos de extermínio e de campos de concentração e extermínio, construídos em diferentes partes da Europa. O genocídio de judeus ficou conhecido como Holocausto e resultou na morte de seis milhões de pessoas.

Os horrores levados pela Alemanha nazista transformaram Hitler em alvo para grupos de resistência que lutavam contra o nazismo. Um deles surgiu no interior da cúpula nazista e levou à realização da Operação Valquíria, uma operação secreta que visava ao assassinato do líder nazista. Nesse plano, Claus Schenk Graf von Stauffenberg tentou matar Hitler com uma bomba, em julho de 1944, mas fracassou, e Hitler teve apenas alguns ferimentos.

Acesse também: Dia D – o avanço dos Aliados pela França na Segunda Guerra Mundial

Suicídio de Hitler

Nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, Hitler assistiu ao desmoronamento da Alemanha e à completa destruição do país. Em abril de 1945, travou-se a Batalha de Berlim, na qual milhões de soviéticos cercaram a capital alemã. Nesse cenário, a derrota era certa, e Hitler negou a possibilidade de fugir.

Um dia antes de cometer suicídio, Hitler casou-se com sua companheira, Eva Braun.[1]
Um dia antes de cometer suicídio, Hitler casou-se com sua companheira, Eva Braun.[1]

Nos últimos dias de sua vida, Hitler esteve cercado de membros da cúpula do partido e de sua companheira, Eva Braun, com quem se casou no dia 29 de abril de 1945. No dia seguinte, as tropas soviéticas invadiram o Parlamento alemão e estavam bastante próximas do bunker que guardava Hitler. Nesse dia, Hitler atirou contra o próprio crânio, e sua esposa tomou ácido cianídrico.

Hitler ainda ordenou que seu corpo fosse incendiado para dificultar o reconhecimento de seu cadáver. Encerrava-se, assim, a trajetória de um dos maiores tiranos da história do planeta.

Notas

|1| KERSHAW, Ian. Hitler. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 94-95.

|2| Idem, p. 119.

Créditos das imagens

[1] Everett Collection e Shutterstock 

Por: Daniel Neves Silva

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