Sociedade ateniense

Ruínas históricas da cidade-estado de Atenas, na Grécia
Ruínas históricas da cidade-estado de Atenas, na Grécia

A cidade-estado de Atenas, na Grécia Antiga, foi o local de fundação da democracia. Nela se desenvolveu um intenso comércio marítimo e os principais produtos agrícolas cultivados na época eram o azeite, vinho, trigo e a cevada. A cidade, entre os séculos IX a.C. e VI a.C., foi governada por uma aristocracia onde o poder se concentrava nas mãos do rei. Atenas ficou conhecida por ser uma cidade cosmopolita, “berço” da política, da filosofia e das artes.

A sociedade ateniense era formada por três principais camadas sociais: os cidadãos atenienses, os metecos e os escravos. Com a aquisição de riquezas, em virtude da exploração colonial, Atenas tinha como principal fundamento da cidadania a posse da terra. Dessa forma, possuir terras garantia fazer parte da aristocracia ateniense, isto é, os indivíduos que possuíam a propriedade da terra eram chamados de cidadãos atenienses.

Esses cidadãos atenienses viviam na pólis, onde se dedicavam à política, à filosofia e às atividades físicas (Olimpíadas). Enquanto se dedicavam ao saber e à estética, suas terras eram trabalhadas e cuidadas pelos escravos.

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Na sociedade ateniense existia ainda outra camada social: os metecos. Considerados homens livres, como os cidadãos atenienses, os metecos não desfrutavam do direito à cidadania que os cidadãos usufruíam. Eles exerciam quase sempre trabalhos artesanais, ou seja, eram pessoas simples, que trabalhavam nas oficinas artesanais, fabricavam armas, labutavam na construção de obras públicas, realizavam atividades ligadas a pinturas, esculturas e trabalhavam de marceneiro e ourives.

Os escravos, na sociedade ateniense, constituíam a terceira camada social. Era considerado escravo em Atenas quem nascia na condição de escravo (seus pais eram escravos no momento do seu nascimento) ou quando a pessoa se tornava um prisioneiro de guerra (através da derrota em conflitos). A escravidão por dívida foi abolida em Atenas.

Cada cidadão ateniense possuía um contingente de um a dois escravos. Um aristocrata chegava a ter uma média de 12 escravos. Contudo, a partir dessa divisão social que acabamos de analisar, percebemos que a democracia ateniense, na Antiguidade, privilegiava uma aristocracia detentora da propriedade de terra.

Por: Leandro Carvalho

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