Deuses do Egito

Deuses do Egito eram as divindades da religiosidade dos egípcios na Antiguidade. Eles acreditavam em diversos deuses, fazendo deles um povo politeísta.

Os deuses do Egito poderiam ser representados de forma humana ou animal ou de ambas as formas simultaneamente.
Os deuses do Egito poderiam ser representados de forma humana ou animal ou de ambas as formas simultaneamente.

Os deuses do Egito eram as divindades adoradas pelos egípcios na Antiguidade. A religiosidade egípcia era formada por centenas de deuses, que poderiam ser adorados em todo o Egito ou apenas em alguma cidade específica. Houve até mesmo divindades egípcias que foram adoradas por outros povos antigos.

Os egípcios eram politeístas porque adoravam a mais de um deus, e acreditavam que esses deuses eram os responsáveis pela criação do Universo. Os egípcios poderiam representar os seus deuses de forma humana, de forma animal ou das duas formas juntas. Entre os principais deuses do Egito, destaca-se: Ra, Amon, Osíris, Ísis, Hórus, Set, Bastet, Hator, Anúbis, entre outros.

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Resumo sobre deuses do Egito

  • Os egípcios acreditavam que seus deuses mantinham a harmonia no Universo.

  • Adoravam os deuses por meio de rituais e prestavam oferendas para mantê-los satisfeitos.

  • Acreditavam que os deuses tinham sido os criadores do Universo.

  • Alguns povos da Antiguidade, como gregos e romanos, também cultuaram deuses egípcios.

  • Entre os deuses do Egito mais importantes, podem ser destacados Ra, Amon, Osíris e Ísis.

Quem eram os deuses do Egito?

Os deuses do Egito eram os deuses da religião tradicional do Egito Antigo, uma das mais importantes civilizações da Antiguidade. A palavra “deuses”, no plural, sugere o fato de que os egípcios adoravam mais de um deus, portanto, eram politeístas. A religião egípcia possuía centenas de deuses.

A grande variedade de deuses nos permite concluir que existiam aqueles que eram mais populares que outros. Isso porque existiam divindades que recebiam culto em todo o território egípcio, enquanto outras eram veneradas apenas regionalmente, em uma única cidade. Um dos deuses mais importantes e cultuados da religião egípcia era Osíris.

Os egípcios acreditavam que era necessário realizar os rituais e prestar culto em homenagem aos deuses para mantê-los satisfeitos. Isso porque, conforme veremos, a ideia de harmonia era algo muito importante na religiosidade egípcia. Os egípcios também pediam aos seus deuses bençãos ou esclarecimento para a tomada de decisões.

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Na religião egípcia, os deuses eram associados a forças e fenômenos da natureza, e é importante dizer que os egípcios consideravam que os seus deuses poderiam agir como qualquer humano, isto é, poderiam sentir raiva, inveja, compaixão etc.

Os egípcios acreditavam que os seus deuses eram os responsáveis pela criação do homem e da Terra e que eles atuavam em cooperação com os seres humanos para garantir a estes meios de sobreviver e de ter uma vida harmônica. Os egípcios também acreditavam que seus deuses eram os responsáveis pela harmonia do Universo.

Os historiadores sabem que os primeiros registros da adoração de deuses no Egito Antigo remontam a cerca de 3000 a.C. A influência dos deuses egípcios foi tão grande que outros povos foram influenciados por eles. Gregos, romanos e cuxitas, por exemplo, foram povos da Antiguidade que adotaram o hábito de adorar determinados deuses do Egito.

Os egípcios acreditavam que seus deuses residiam em árvores e os representavam de formas diversas. Existiam deuses representados na forma humana (antropoformismo), na forma animal (zoomorfismo) e nas duas formas juntas (antropozoomorfismo).

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Religião egípcia

Como vimos, os deuses egípcios faziam parte da religiosidade do Egito Antigo, e entendemos que essa religiosidade é definida pelo conjunto de crenças e práticas místicas e mágicas realizadas pelos egípcios na Antiguidade. A religião era fundamental na vida deles e regia questões fundamentais, como os ritos funerários e a política.

Os ritos funerários egípcios ocorriam por meio da mumificação dos mortos, visando à preservação dos corpos. Os egípcios acreditavam que isso era necessário para que o corpo pudesse desfrutar da vida após a morte. No aspecto político, a religião definia o sistema político egípcio, pois o Egito era uma teocracia e o faraó, entendido como uma encarnação dos deuses.

Dois conceitos fundamentais da religiosidade egípcia, e que são importantes para que possamos entender a relação dos egípcios com seus deuses, eram: ma’at e heka. O primeiro, ma’at, definia a ideia de harmonia no Universo, e, por isso, os egípcios tinham de tomar cuidado com suas ações para que elas não abalassem a harmonia e levasse o Universo ao caos. Isso era importante porque os egípcios entendiam que a harmonia poderia ser alcançada seguindo a vontade dos deuses. Além disso, os rituais e os cultos aos deuses eram um meio importante de garantir ma’at.

Heka, por sua vez, era uma palavra usada para se referir a um poder fundamental que regia o Universo. Essa palavra comumente é traduzida como “mágica” e é entendida como uma força que sempre existiu no Universo. Foi essa força que permitiu o surgimento das coisas, além de permitir que os seres humanos pudessem ter contato com os deuses.

Os egípcios também acreditavam que Heka era um deus e o consideravam deus da mágica e da medicina. Na religiosidade egípcia, todos os rituais que envolviam algum tipo de magia eram entendidos como uma invocação de heka (a força), e a vontade dos deuses também se manifestava por meio dessa força.

  • Videoaula sobre Antigo Egito: religião

Criação do Universo e surgimento dos deuses

Os egípcios acreditavam que seus deuses foram os responsáveis pelo surgimento da Terra e dos homens. Os mitos egípcios narram como isso teria acontecido. O surgimento dos seres humanos teria acontecido por meio das lágrimas derramadas por Atum. Esse deus teria chorado quando seus dois filhos retornaram depois de um longo desaparecimento.

Atum teria surgido do vazio do Universo por meio de heka, a força fundamental. Os dois filhos pelos quais ele chorara eram Shu e Téfnis, e foram eles os responsáveis por dar forma à Terra. Posteriormente, os filhos de Shu e Téfnis nasceram e ficaram conhecidos como Geb e Nut.

Geb e Nut se apaixonaram, o que foi desaprovado por Atum, e então ele decidiu separá-los, fixando Geb à terra e Nut aos céus. Essa separação aconteceu quando Nut já estava grávida, e logo ela deu à luz cinco deuses diferentes: Osíris, Ísis, Set, Néftis e Hórus. A menção a Hórus foi uma alteração realizada pelos gregos, uma vez que Ísis engravidou de um filho com Hórus enquanto estaria no útero de Nut. Importante mencionar que algumas versões dessa lenda apresentam o deus Ra no lugar de Atum.

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Deuses do Egito mais importantes

Representação pictográfica de Osíris, deus dos mortos na mitologia egípcia
Osíris, considerado deus dos mortos, era um dos deuses mais populares no Egito Antigo.

Foi mencionado que a religião egípcia era formada por diversos deuses, entre os quais alguns poderiam ser mais importantes que outros. Além disso, certos deuses eram adorados somente em algumas cidades. Sendo assim, alguns deles acabaram conquistando maior fama. Entre os deuses mais importantes do Egito, podem ser destacados Ra, Amon, Osíris e Ísis.

Ra era conhecido como deus Sol; Amon era conhecido como deus patrono da cidade de Tebas; Osíris era o deus dos mortos e o responsável por ensinar a civilização para a humanidade; Ísis ficou conhecida como deusa da maternidade e fertilidade e tinha forte ligação com a monarquia egípcia. Outros importantes deuses do Egito foram Set, Néftis, Tot, Maat, Hathor, Anúbis, Atón, Hórus, Nefertum, Bastet, Pta, entre outros.

Por: Daniel Neves Silva

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