Vacinas

A primeira vacina que se tem registro foi produzida pelo médico britânico Edward Jenner, em 1976, quando ele descobriu uma forma de imunizar as pessoas contra a varíola. Em seus estudos, Jenner descobriu que se os humanos fossem expostos a uma versão bovina do vírus da varíola, essa pessoa teria reações leves, mas se recuperaria e se tornaria imune àquela doença.  "Ao entrar em contato com o sistema imune, a vacina provoca uma reação de proteção e gera nele uma memória, essa memória possibilita que o sistema imunológico tenha uma resposta rápida e eficiente de controle infeccioso quando o mesmo agente entrar no organismo", esclarece a professora Wirla Maria Tamashiro, do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Biologia da Universidade de Campinas (Unicamp).

Para cada tipo de vacina é necessária uma formulação diferente, para isso, antes da sua produção, é necessário identificar qual o agente causador da doença que se quer combater e como esse microrganismo (vírus ou bactéria) provoca a doença. Há microrganismos que não são os causadores de certas doenças, mas sim uma substância tóxica que ele produz. Dessa forma, a vacina deverá combater a substância causadora da doença. Há outros casos em que a doença ocorre não pela presença do hospedeiro no organismo, mas sim pela quantidade de microrganismos, assim, a vacina será para que esses microrganismos não se multipliquem quando estiverem no interior do organismo.

Alguns vírus, como o HIV, possuem mecanismos de fuga que tornam a produção da vacina muito complicada, como afirma a professora Tamashiro, "A gente pode produzir anticorpos, mas eles não são suficientes para proteger, porque o vírus fica escondido dentro de uma célula do próprio sistema imune, que não consegue enxergá-lo. Além disso, ele consegue passar de uma célula para outra sem ter acesso aos anticorpos em circulação". Por esse motivo, especialistas acreditam que vacinas para esse tipo de vírus demorem muito para serem desenvolvidas ou então nunca aconteça.

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Sendo assim, são necessários muitos estudos para que se descubra como cada microrganismo provoca a doença, para que depois se consiga desenvolver a vacina que pode ser atenuada ou inativada, dependendo do tipo de vírus ou bactéria. Todos esses estudos são feitos em laboratório e financiados por fundações ou pelo governo.

Após saberem como cada microrganismo se porta no interior do organismo, os especialistas desenvolvem a vacina, que começa a passar por inúmeros testes que podem durar anos. Durante os testes, os cientistas verificam qual a dosagem necessária para imunizar, se será necessária mais de uma dose da vacina ou não, quanto tempo dura a imunização da vacina entre outros. Todos esses testes são feitos em pessoas que possuem saúde estável e que não apresentam risco de complicações.

Se após todos os testes feitos a vacina desenvolvida responder de forma eficiente, ela começa a ser distribuída para a população.

As vacinas disponibilizadas para animais de grande e pequeno porte também são produzidas da mesma forma que as vacinas para os seres humanos. Assim como para nós, as vacinas dos animais são de suma importância, pois protegem de várias doenças, mantendo-os saudáveis e fortes.

As vacinas são importantes porque nos imunizam contra microrganismos que causam doenças

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Por: Paula Louredo Moraes

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