Evidências da evolução biológica

Existem várias evidências da evolução biológica, ou seja, existem indícios claros de que as espécies vivas sofreram mudanças ao longo do tempo.

Os fósseis mostram como eram as formas de vida no passado
Os fósseis mostram como eram as formas de vida no passado

As evidências da evolução biológica são indícios de que as espécies modificaram-se ao longo do tempo. A evolução nada mais é do que a descendência com modificação, ou seja, de acordo com essa ideia, os seres vivos que vivem no planeta nos tempos atuais são diferentes daqueles que viveram no passado e apresentam com estes um ancestral comum.

É possível perceber por meio de uma série de evidências que os ancestrais dos seres viventes eram distintos dos seres que vemos hoje. As evidências da evolução precisam ser conhecidas para que possamos compreender a história da vida no nosso planeta.

Evidências da evolução biológica

  • Fósseis: podem ser definidos como restos ou vestígios (preservados de alguma forma) de seres que viveram no passado. Eles são registros claros de que os organismos que viveram no passado eram diferentes dos atuais. Podemos observar, por exemplo, os dinossauros, animais bem representados no registro fóssil e que não existem nos dias atuais.


Os fósseis são restos ou vestígios de seres que viveram no passado

Leia também: Tipos de fossilização

  • Homologia: uma importante evidência da evolução biológica. Trata-se de características que possuem a mesma origem embrionária, mas nem sempre realizam a mesma função. Um exemplo são os membros anteriores dos mamíferos, que, apesar de apresentarem funções diferentes, apresentam mesmo arranjo de ossos. Isso nos leva a crer que esses organismos apresentam um ancestral comum. Podemos observar ainda melhor essas semelhanças anatômicas quando analisamos embriões de vertebrados, os quais possuem uma anatomia bastante semelhante, o que pode indicar uma ancestralidade comum.

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Os embriões de vertebrados são semelhantes

  • Estruturas vestigiais: Não podemos nos esquecer de citar as estruturas vestigiais, isto é, estruturas que possuíam funções importantes nos ancestrais, mas hoje não apresentam tais funções. Um exemplo são os olhos de peixes de caverna, que estão localizados embaixo de escamas. O ambiente em que esses animais vivem é escuro e, portanto, a visão não é necessária como provavelmente era nos ancestrais desses animais.

  • Evidências celulares: Todos os seres vivos são formados por células, com exceção dos vírus. Essas células apresentam muitas semelhanças entre si, como a capacidade de sintetizar proteínas. Essa evidência sugere parentesco entre os organismos.


As células dos seres vivos apresentam uma série de semelhanças

  • Evidências moleculares: mostram que todas as formas de vida utilizam o mesmo código genético. Com base nessa informação, fica claro que as espécies apresentam parentesco. O macaco bonobo, por exemplo, apresenta um mapa genético bem semelhante ao nosso. Estudos mostram que humanos e bonobos compartilham 98,7% do mapa genético.

Percebemos, portanto, que a evolução é uma teoria bem sustentada, e a ideia de que as espécies sofrem mudanças ao longo do tempo é extremamente válida. Compreender a evolução ajuda-nos a entender a história do nosso planeta.


Aproveite para conferir nossa videoaula sobre o assunto:

Por: Vanessa Sardinha dos Santos

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