Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma doença degenerativa que afeta os níveis de dopamina no corpo.

A doença de Parkinson é uma patologia identificada por James Parkinson em 1817, conhecida pela população em geral principalmente pela ocorrência de tremores constantes em seu portador. Essa doença degenerativa é caracterizada pela perda de neurônios dopaminérgicos encontrados principalmente na região nigra, causando a diminuição da produção de dopamina e acometendo, principalmente, o sistema motor.

Não se sabe ainda a real causa da doença, entretanto, admite-se que ela ocorra graças a fatores genéticos associados a fatores ambientais, estando também relacionada ao envelhecimento. É considerada, portanto, uma doença com etiologia multifatorial. Entre os fatores ambientais que podem estar relacionados à doença, destaca-se o contato frequente com herbicidas e pesticidas.

A doença evolui de forma lenta e gradual, sendo que seus sintomas surgem normalmente na velhice (após 60), todavia pode acometer pessoas mais jovens. Essa enfermidade ataca tanto mulheres como homens, não importando também a raça do paciente. Pesquisas demonstram que apesar de ocorrer nos dois sexos, é mais frequente em homens. Acredita-se que aproximadamente 1% da população com idade superior a 65 anos seja acometida pela doença.

Uma pessoa com Parkinson apresenta quatro sintomas principais: tremores, lentidão nos movimentos, enrijecimento de músculos e dificuldades de equilíbrio. Vale destacar que apesar dos tremores serem sintomas clássicos, uma pessoa com Parkinson pode não apresentar tal característica. A lentidão dos movimentos, assim como o enrijecimento de músculos, pode comprometer atividades comuns do portador, como manusear talheres, andar e falar. É comum que esses sintomas afetem primeiramente um lado do corpo e só após algum tempo atinja o outro.

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Outros sintomas não relacionados às funções motoras geralmente ocorrem em uma pessoa com a doença de Parkinson. Dentre eles, podemos citar a depressão, alterações no sono, alucinações, ansiedade e comprometimento da memória.

O diagnóstico é feito a partir da análise dos sintomas apresentados pelo paciente, sendo que a lentidão dos movimentos deve ser um dos achados.

O tratamento para o Parkinson baseia-se essencialmente no retardamento dos sintomas, uma vez que ainda não foram descobertas técnicas eficazes para se parar o avanço da doença. Sendo assim, ainda não possui cura. Atualmente, existem duas alternativas para o paciente com doença de Parkinson: a administração de medicamentos ou cirurgia.

Os medicamentos normalmente são utilizados a fim de repor parte da dopamina perdida, não sendo, portanto, medicamentos que irão levar o paciente à cura. A levodopa é a substância mais utilizada, contudo, seu uso prolongado causa efeitos colaterais no paciente, como movimentos involuntários anormais. Vale destacar que é comum que, com o tempo, os medicamentes percam seu efeito no organismo.

A cirurgia consiste em destruir pequenas áreas do cérebro a fim de diminuir o tremor do corpo, entretanto pode ter consequências graves na fala e linguagem. Existe ainda a estimulação cerebral profunda, que consiste em colocar um eletrodo na região do cérebro, melhorando assim os sintomas da doença e os efeitos colaterais dos medicamentos utilizados.

Pesquisas com células-tronco estão sendo realizadas a fim de melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

É importante destacar que pacientes com Parkinson também devem receber tratamentos de uma equipe com fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

Observe a substância nigra, região onde são encontrados neurônios dopaminérgicos

Observe a substância nigra, região onde são encontrados neurônios dopaminérgicos

Por: Vanessa Sardinha dos Santos

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