Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou doença de Lou Gehrig

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença degenerativa, progressiva, sem cura e letal, que causa a destruição dos neurônios motores.

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), ou doença de Lou Gehrig, é uma doença grave que afeta os neurônios motores superiores e inferiores. Sua causa ainda não é conhecida, mas pesquisadores acreditam que seja uma combinação de fatores genéticos, ambientais e internos. De uma maneira geral, afeta mais indivíduos do sexo masculino e surge, normalmente, entre os 40 e 60 anos.

Essa doença degenerativa e progressiva é letal e causa a morte do paciente em dois a quatro anos, em média, após o início dos sintomas. Vale destacar, no entanto, que o acometimento de cada indivíduo é único, e os sintomas e sinais da doença podem surgir em momentos diferentes e desenvolverem-se mais rápida ou lentamente em cada um.

A Esclerose Lateral Amiotrófica apresenta como principais sintomas a fraqueza e atrofia muscular. Inicialmente a doença começa a afetar o músculo dos membros, causando incapacidade de locomoção, e, posteriormente, causa problemas na fala, na deglutição e na respiração. A atrofia dos músculos pulmonares apresenta um grave problema no curso dessa doença e normalmente é a causa da morte dos pacientes.

Na maioria dos casos, pacientes com ELA não possuem problemas no que diz respeito às capacidades mentais, que permanecem inalteradas. Além disso, a função sexual, os sentidos, a movimentação dos olhos, a função cardíaca e o controle da micção e da defecação não apresentam alterações.

Para a realização do diagnóstico, normalmente o médico observa os aspectos clínicos do paciente e realiza o eletroneuromiograma. Além desse exame, outros podem ser úteis para avaliar o comprometimento dos nervos. O diagnóstico geralmente ocorre tardiamente, uma vez que é uma doença de difícil confirmação e que não apresenta um exame específico.

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A ELA é uma doença sem cura e sem tratamento específico, sendo normalmente realizados procedimentos que visam à melhora do quadro clínico do paciente. Recomenda-se tratamento com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, que realizam fisioterapia motora e respiratória, e também com psicólogos, uma vez que a doença pode gerar problemas graves de depressão e ansiedade.

É importante que toda a família entenda a doença e participe dando apoio ao paciente. O tratamento psicológico dos familiares também é essencial, uma vez que eles são responsáveis por todo o suporte ao acometido por essa enfermidade totalmente incapacitante.

Caso tenha interesse em conhecer mais sobre a ELA, acesse o site da Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica.

Curiosidade: Stephen Hawking foi um dos mais conhecidos portadores de ELA. Seu caso é extremamente interessante, pois ele descobriu aos 21 anos que possuía a doença e seus médicos lhe deram apenas dois anos de vida. Esse grande físico viveu mais de 50 anos com a patologia, sendo produtivo até sua morte. O filme sobre sua vida, “The Theory of Everything”, estreou mundialmente no Festival de Cinema de Toronto em 7 de setembro de 2014 e rendeu um Oscar de melhor ator, em 2015, para Eddie Redmayne, que interpretou o grande cientista.

* Crédito da Imagem: Shutterstock e Koca Vehbi

Stephen Hawking surpreendeu os médicos e viveu mais de 50 anos com a doença*

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Por: Vanessa Sardinha dos Santos

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