Aranha-marrom

A aranha-marrom (gênero Loxosceles) é um aracnídeo pequeno, extremamente venenoso, que pode provocar acidentes fatais. Apesar do perigo, não é uma aranha agressiva.

Aranha-marrom (gênero Loxosceles)
A aranha-marrom (gênero Loxosceles) é uma aranha de hábito noturno que não é agressiva.

Aranha-marrom é o nome dado às aranhas do gênero Loxosceles. Trata-se de aranhas encontradas em todo o mundo, que apresentam aparência frágil, são pequenas, mas que possuem um veneno que pode provocar acidentes fatais. O envenenamento por aranha-marrom é chamado de loxoscelismo e pode desencadear necrose na pele e também manifestações sistêmicas.

Apesar do perigo, não é considerada uma aranha agressiva, e, geralmente, a picada ocorre quando pressionamos o animal contra nosso corpo. Assim sendo, a picada pode ocorrer quando vestimos uma roupa e calçamos um sapato em que a aranha está presente. O tratamento varia de acordo com o quadro clínico e inclui, dentre outras medidas, uso de analgésicos, limpeza da ferida e aplicação de soro antiloxoscélico.

Leia também: Aracnídeos — grupo que engloba aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos

Tópicos deste artigo

Resumo sobre aranha-marrom

  • Aranha-marrom é o nome dado às aranhas do gênero Loxosceles.

  • As aranhas-marrons são pequenas, marrons, com uma marca de violino no cefalotórax e de aparência frágil.

  • As aranhas-marrons estão distribuídas por todo o globo e são consideradas uma das aranhas mais perigosas do mundo.

  • A picada da aranha-marrom ocorre, geralmente, quando ela é pressionada contra nosso corpo.

  • O veneno da aranha-marrom pode desencadear feridas necróticas na pele e até levar o indivíduo à morte.

  • O envenenamento por aranha-marrom é conhecido como loxoscelismo.

Características da aranha-marrom

Aranha-marrom é o nome popular dado a diferentes espécies de aranha pertencentes ao gênero Loxosceles. Possui um veneno com componente necrotizante e destaca-se como uma das mais perigosas do mundo para seres humanos e também para outros animais.

Em seu cefalotórax observa-se o desenho de um violino, o que pode ser difícil de ser percebido em algumas espécies devido à coloração de seu corpo, que pode variar do marrom claro ao escuro.

Apresentam comprimento variando entre 1 e 3 cm, sendo, portanto, aranhas relativamente pequenas. Além disso, possuem uma aparência frágil. Diferentemente da maioria das aranhas que possuem oito olhos, as aranhas-marrons apresentam apenas seis olhos. As aranhas-marrons são aranhas de hábito noturno. São, assim como outras espécies, predadoras e se alimentam principalmente de insetos.

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Onde a aranha-marrom vive?

A aranha-marrom é uma aranha cosmopolita, encontrada originariamente na África, Europa e América. No Brasil, é observada com maior prevalência nas regiões Sul e Sudeste. Existe no mundo, segundo o Instituto Butantan, 134 espécies de aranha-marrom. Ainda de acordo com o Butantan, 18 delas ocorrem no Brasil.

Em geral, elas procuram viver em locais escuros, secos e quentes. São animais com grande capacidade de colonizar áreas urbanas, sendo encontradas, muitas vezes, atrás de móveis, escondidas em calçados e embaixo de entulhos. Suas teias destacam-se por serem irregulares e lembrarem fios de algodão.

Aranha-marrom sobre pedras.
A aranha-marrom apresenta apenas seis olhos e possui hábitos noturnos.

Picada da aranha-marrom

As aranhas do gênero Loxosceles não são aranhas agressivas, e a picada, em geral, acontece quando a aranha é pressionada contra o corpo da vítima, como quando vestimos uma roupa, calçamos um sapato fechado ou nos cobrimos com algum cobertor. A picada da aranha-marrom é, geralmente, pouco valorizada, pois provoca pouca dor. Entretanto, é importante ter muita atenção a esse tipo de acidente, uma vez que o veneno possui ação necrotizante.

O componente mais importante nesse processo é a esfingomielinase-D. O envenenamento por aranha-marrom é denominado loxoscelismo. O loxoscelismo pode se manifestar de duas formas: cutânea ou cutânea-visceral.

  • Manifestação cutânea: é o quadro mais comum e também o que oferece menor risco à vítima. Inicialmente, a picada pode ser facilmente ignorada por provocar pouca dor. Com o passar das horas, observa-se o surgimento de inchaço, dor, vermelhidão e coceira. Pode ocorrer também o surgimento de bolhas. Posteriormente, observa-se a necrose da região central da ferida. Surge então uma úlcera que pode demorar meses pra cicatrizar. Nessas situações é importante estar atento a infecções secundárias.

  • Manifestação cutânea-visceral: é observada com menor frequência, mas é considerada um caso raro e também mais grave. Nesses casos, o paciente pode apresentar febre, convulsão, dor muscular, náusea, tontura, icterícia, anemia, insuficiência renal aguda, coagulação intravascular disseminada e choque. A insuficiência renal e a coagulação intravascular disseminada são duas complicações que podem levar o indivíduo à morte.

Saiba mais: Três espécies de aranhas peçonhentas encontradas no Brasil

Tratamento da picada de aranha-marrom

Em caso de picada de aranha-marrom, é importante procurar imediatamente o médico. O tratamento inclui o uso de analgésicos, compressas frias no local e a limpeza da ferida. A hidratação é importante para evitar danos renais. Em casos moderados ou graves, deve-se fazer o uso do soro antiloxoscélico. O uso de antibióticos deve ser feito quando observada infecção secundária. A transfusão sanguínea poderá ser feita em casos de anemia.

Por: Vanessa Sardinha dos Santos

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