Órgãos que podem ser doados

Muitas pessoas não sabem, mas uma grande quantidade de órgãos podem ser doados para transplante, como o coração, o rim, o fígado e até mesmo a pele. A doação de órgãos, como o próprio nome indica, consiste na doação de algumas estruturas do corpo para uma pessoa que sofre de algum problema de saúde grave.

É uma atitude bastante nobre e que ajuda a salvar várias pessoas que não teriam chance de sobrevivência caso um novo órgão não fosse transplantado. Alguns órgãos podem ser doados ainda em vida, outros, no entanto, devem ser doados após a morte.

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Quais órgãos podem ser doados?

 Vários são os órgãos que podem ser doados para transplante.
Vários são os órgãos que podem ser doados para transplante.

Atualmente, vários órgãos podem ser transplantados. Entretanto, para que esses procedimentos ocorram, é fundamental a doação de órgãos, uma vez que a comercialização dessas estruturas é proibida no país. Dentre os órgãos que podem ser doados, podemos citar:

Válvulas cardíacas, ossos, cartilagem, córnea, tendão e pele também podem ser doados e, nesses casos, o material é destinado a bancos de tecido, que são especializados no processamento e conservação de enxertos de tecidos. Atualmente, os bancos de tecidos são classificados em:

  • Banco de Tecidos Oculares (BTOC),

  • Banco de Tecidos Cardiovasculares (BTCV),

  • Banco de Tecidos Musculoesqueléticos (BTME),

  • Banco de Peles (BP).

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Quais órgãos podem ser doados em vida?

A doação durante a vida é mais limitada do que a que pode ser feita após a morte. De acordo com a Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, só é permitida a doação em vida:

“[…] quando se tratar de órgãos duplos, de partes de órgãos, tecidos ou partes do corpo cuja retirada não impeça o organismo do doador de continuar vivendo sem risco para a sua integridade e não represente grave comprometimento de suas aptidões vitais e saúde mental e não cause mutilação ou deformação inaceitável, e corresponda a uma necessidade terapêutica comprovadamente indispensável à pessoa receptora”.

De acordo com a lei, portanto, um doador vivo pode doar estruturas como:

  • parte do fígado,

  • parte do pulmão,

  • parte da medula óssea,

  • um dos rins.

É importante destacar que a doação em vida pode ser feita para cônjuge ou parentes consanguíneos de até quarto grau. Para doar para pessoas sem esses graus de parentesco, é fundamental uma autorização judicial. Vale salientar que essa autorização é dispensada no caso de doação de medula óssea.

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Quais órgãos podem ser doados após a morte de uma pessoa?

O coração é um dos órgãos que pode ser doado por doador falecido.
O coração é um dos órgãos que pode ser doado por doador falecido.

A doação pós-morte garante que uma grande quantidade de órgãos possam ser oferecidos a pessoas que necessitam de transplante. Os doadores falecidos podem ser divididos em dois grupos: doador falecido após morte cerebral e doador com parada cardiorrespiratória.

O doador que teve a morte cerebral constatada, de acordo com os critérios definidos pela legislação vigente e que não teve parada cardiorrespiratória, poderá doar, segundo o Ministério da Saúde, coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões. Já aquele que apresentou parada cardiorrespiratória poderá doar apenas tecidos para transplante: córnea, vasos, pele, ossos e tendões.

Vale destacar que, diferentemente da doação em vida, a doação feita após a morte não pode ser direcionada a uma determinada pessoa. Nesse caso, os órgãos vão ser encaminhados para pessoas que esperam por um órgão em uma lista de espera única. Assim que autorizada a doação, são feitos testes de compatibilidade e a Central de Transplantes emite uma lista com os potenciais receptores.

Importância de ser um doador de órgãos

A lista de pessoas que necessitam de transplantes de órgãos no Brasil e no mundo é imensa e, infelizmente, a lista de doadores não cresce na mesma proporção, o que acarreta um grande número de mortes. Muitos são os motivos para que o número de doadores de órgãos seja baixa. No que diz respeito aos doadores falecidos, é muito comum que a família não autorize a doação. Portanto, é fundamental que aquela pessoa que sente vontade de ter os seus órgãos doados após a morte comunique à família o seu desejo para que a autorização seja feita.

Já a doação em vida é muitas vezes cercada pelo medo do doador de não conseguir ter uma vida normal após a doação, entretanto, a doação de órgãos em vida não impossibilita uma vida normal e saudável, além de garantir que outra pessoa melhore sua qualidade de vida.

Por: Vanessa Sardinha dos Santos

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