Curiosidades verbais - atente para elas

A familiaridade com a leitura e a escrita pode solucionar definitivamente alguns entraves
A familiaridade com a leitura e a escrita pode solucionar definitivamente alguns entraves

Todos nós, usuários do sistema linguístico, estamos sujeitos a cometer alguns “deslizes”, pois mesmo aqueles que se mostram bastante familiarizados com os pressupostos norteados pela gramática estão passíveis de tal ocorrência. O que não se torna viável é fazermos disso uma constante em nosso cotidiano, sobretudo em se tratando de situações formais de interlocução, nem tampouco fazermos da língua portuguesa objeto de estigma.

Parece que quando se trata de assuntos relacionados às formas verbais, a situação se torna ainda mais pertinente, talvez pelo fato de os verbos se classificarem como uma classe gramatical um tanto quanto complexa. Contudo, não há nada de tão aterrorizante assim, pois nada que algumas dicas, que encontramos por meio de buscas constantes, por meio do hábito da leitura e da escrita, não possam solucionar tal impasse. Por essa razão, mostraremos a você, caro(a) usuário(a), algumas peculiaridades relativas a determinadas formas verbais, sobretudo as irregulares, as quais representam alvo de questionamentos. Eis que são:

* Os verbos mediar (como também os seus derivados “intermediar e remediar”), ansiar, incendiar e odiar recebem a intercalação da vogal “e”, em se tratando do presente do modo indicativo, o presente do modo subjuntivo e as formas relativas ao imperativo. Dessa maneira, torna-se sempre viável dizermos:

O jornalista medeia o debate entre os candidatos a governo.

* Outro caso que também se mostra como relevante, refere-se aos verbos vir e ver, cujas características se manifestam no futuro do subjuntivo, no qual um assume a forma do outro. Nesse sentido, verifiquemos a forma como são conjugados: 
 

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Portanto, torna-se plausível dizermos sempre assim:  

Quando ele me vir passeando por aqui, há de comentar.    

* Os verbos pôr e querer também não ficam à espreita dos fatos. Normalmente presenciamos alguém proferindo discursos do tipo:

Quando eu pôr as mãos naquele garoto...

Certamente houve um engano por parte do emissor, haja vista que o correto é “puser”, ou seja:

Quando eu puser as mãos naquele garoto...

De modo semelhante, eis que surge outro enunciado:

Quando ela quiser, poderá viajar tranquilamente.

Mas, afinal, você sabe por que “quiser” é grafado com s e não com z?

Até 1943 era aceitável que disséssemos “quiser”, mas, desde então, mediante a uniformização da grafia, a situação que hoje se manifesta é a que conhecemos (quiser).

Torna-se viável reconhecermos que o mesmo ocorre com o verbo pôr, pois dizemos pus, e não puz.  

* Finalmente chegamos aos verbos parir (dar à luz) e pairar (sustentar-se no ar, de asas abertas e aparentemente sem agitá-las), que quando conjugados se apresentam idênticos, em se tratando da primeira pessoa do presente do modo indicativo. Analisemo-los, portanto:

Logo, nada mais natural que ouvirmos alguém dizer:

Até o final dessa semana acho que pairo. (aqui o sentido se refere a dar à luz).

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

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