Princesa Diana

A princesa Diana era uma aristocrata britânica que mudou sua vida ao se casar com o príncipe Charles em 1981. Faleceu em um acidente de carro, em Paris, no ano de 1997.

A princesa Diana foi uma das mulheres mais populares da monarquia inglesa.[1]
A princesa Diana foi uma das mulheres mais populares da monarquia inglesa.[1]

A princesa Diana era uma aristocrata britânica que tinha o título de lady e que passou por uma grande reviravolta em sua vida, passando a ser uma das mulheres mais acompanhadas pela opinião pública. Teve dois filhos com o príncipe Charles, divorciando-se dele, oficialmente, em 1996. Faleceu em um acidente de carro, em Paris.

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Resumo

  • Diana fazia parte da aristocracia britânica.

  • Estudou na Inglaterra e Suíça.

  • Conheceu Charles em 1977, tornou-se amiga dele e casou-se com o príncipe em 1981.

  • Teve dois filhos: William e Henry.

  • Divorciou-se do príncipe em 1996.

  • Faleceu em um acidente de carro, em 1997.

Origens da princesa Diana

Diana Frances Spencer nasceu em Sandringham, na Inglaterra, em 1º de julho de 1961. Ele pertencia à aristocracia britânica, uma vez que fazia parte de uma família vinculada à nobreza do país. Ela era a filha mais nova de Edward John Spencer, na época Visconde Althorp, e de Frances Ruth Burke Roche.

Diana possuía quatro irmãos: John, Charles, Cynthia e Sarah. John faleceu poucas horas depois de nascer em 1960. Por pertencer à aristocracia, Diana gozou de uma vida privilegiada, mas, no âmbito familiar, as coisas nunca foram muito boas na sua infância. O relacionamento de seus pais era muito ruim.

O divórcio deles aconteceu em 1967, mas a guarda das crianças foi disputada na justiça até que foi decidido que Edward John Spencer ficaria com os filhos. No que se refere à educação, Diana estudou em diferentes escolas, a saber:

  • Riddlesworth Hall;

  • West Heath;

  • Institut Alpin Videmanette.

Durante sua fase escolar, Diana desenvolveu uma grande afinidade com as artes, sendo uma ótima pianista e tendo um grande apreço pelo balé. Em 1978 ela terminou seus estudos na Suíça e retornou para a Inglaterra, fixando-se em Londres.

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Vida adulta de Diana

Em Londres, Diana se estabeleceu em um apartamento que pertencia à sua mãe e passou a dividi-lo com duas amigas. Além disso, ela procurou se manter com alguns empregos que ela mesmo arranjava. Por fim, ela se estabeleceu como professora infantil, até que sua vida passou por uma grande reviravolta.

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  • Casamento de Diana

Em 1977, sua irmã Sarah namorava com Charles, príncipe de Gales e herdeiro do trono britânico. Foi nesse contexto que Diana começou a frequentar mais os ambientes da família real inglesa. O namoro de Charles e Sarah se encerrou, e a amizade de Charles com Diana aumentou consideravelmente, sobretudo a partir de 1980.

A proximidade de Diana e Charles gerou boatos na Inglaterra de que um romance poderia estar acontecendo. No começo de 1981, Charles pediu a mão de Diana em casamento e logo a família real inglesa anunciou que Charles e Diana estavam noivos. A partir daí, os preparativos para o casamento real foram iniciados.

Diana e Charles casaram-se no dia 29 de julho de 1981, tendo esse evento obtido grande repercussão internacional. Fala-se que até 1 bilhão de pessoas no mundo possam ter assistido ao casamento real. Além disso, as ruas de Londres encheram-se de pessoas animadas com o casamento do príncipe herdeiro do trono.

O casamento com o príncipe fez de Diana princesa de Gales e permitiu que ela recebesse o tratamento de Sua Alteza Real. Além disso, ela se tornou a terceira mulher mais influente da monarquia inglesa, estando atrás apenas da rainha e da rainha-mãe. Ela recebeu grande atenção da imprensa e do público em geral, que destacava sua simplicidade e timidez.

A princesa Diana e Charles esforçavam-se para demonstrar publicamente um casamento feliz, no entanto isso não era verdade. Eles tiveram dois filhos juntos, William e Harry, nascidos em 1982 e 1984, respectivamente. Depois do nascimento de William, inclusive, Diana sofreu de depressão pós-parto.

A partir de 1985, as primeiras especulações acerca dos atritos do casal começaram a ganhar espaço na mídia inglesa. O anúncio da separação foi emitido publicamente em meados de 1992, mas o processo de divórcio só foi concluído legalmente em 28 de agosto de 1996. Um acordo realizado entre as duas partes definiu que Diana:

  • seria indenizada com o valor de 17 milhões de libras;

  • receberia uma pensão anual de 400 mil libras;

  • perderia o título de Sua Alteza Real, mas manteria seus laços com a família real.

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Últimos anos da vida da princesa Diana

Os últimos anos da vida de Diana foram turbulentos porque sua privacidade era constantemente violada pela imprensa, que repercutia todos as ações dela. Depois de oficializar o divórcio com o príncipe Charles, Diana procurou seguir com a sua vida pessoal. No começo de 1997, ela iniciou um relacionamento com Dodi Al-Fayed, um milionário egípcio.

Portões do Palácio de Kensington, onde flores, fotografias e homenagens foram colocadas em memória da princesa Diana.
Homenagens prestadas à princesa Diana em frente ao palácio em que ela morava.[2]

Em 30 de agosto de 1997, ela saiu do Hotel Ritz, em Paris, depois de um jantar com seu namorado e embarcou em um carro. No carro em que estava Diana, também estavam Al-Fayed, Trevor Rees-Jones (o segurança do casal) e Henri Paul, o motorista. O carro em que eles estavam passou a ser perseguido por paparazzis, que tentavam conseguir uma fotografia deles para vender a tabloides ingleses.

Para fugir dos paparazzis, o motorista passou a dirigir em alta velocidade, mas ele estava sob efeito de drogas e remédios. O resultado foi que um grave acidente aconteceu, pois o carro em que Diana estava bateu no túnel da Pont de l’Alma, a mais de 100 km/h.

O motorista e Dodi Al-Fayed morreram instantaneamente. Trevor-Rees sobreviveu ao acidente, e Diana foi resgatada com vida, levada a um hospital de Paris, mas, em razão da extensão dos ferimentos, não sobreviveu ao acidente, falecendo na madrugada de 31 de agosto de 1997.

A morte de Diana criou uma grande comoção internacional. Seu corpo foi levado para a Inglaterra, onde inúmeras homenagens aconteceram. Estima-se que o funeral de Diana possa ter sido acompanhado por mais de 2 bilhões de pessoas.

A comoção pela morte de Diana se explica, principalmente, pela forma trágica com que tudo aconteceu. Além disso, Diana era uma figura popular na opinião pública da Inglaterra, que ressaltava seu estilo, sua personalidade e, sobretudo, sua árdua atuação na defesa de causas sociais. Um dos trabalhos sociais mais reconhecidos que ela realizou foi o apoio a pessoas que haviam contraído aids.

Créditos das imagens

[1] neftali e Shutterstock

[2] Alfredo Cerra e Shutterstock

Por: Daniel Neves Silva

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