Batalha de Waterloo

A Batalha de Waterloo foi travada em 1815 pelo exército de Napoleão Bonaparte durante o período conhecido como o Governo dos Cem Dias.

Napoleão, em primeiro plano, observando as tropas na Batalha de Waterloo
Napoleão, em primeiro plano, observando as tropas na Batalha de Waterloo

Sabemos que a Era Napoleônica, que durou cerca de 17 anos (1799-1815), constituiu um período da História Contemporânea que provocou uma série de transformações no continente europeu, em todas as esferas, tanto na política e na economia quanto na sociedade e na cultura. Ao longo do período em que governou a França, Napoleão, com o seu exército de cidadãos, travou e ganhou batalhas espetaculares. Entretanto, uma dessas batalhas, a de Waterloo, não apenas foi perdida pelo imperador francês, como representou o fim definitivo de sua carreira como líder político.

Já nos anos de 1812 e 1813, Napoleão havia sofrido derrotas que já sinalizavam o desgaste de seu império. Após uma campanha bélica com péssimos resultados contra a Rússia, Napoleão teve de enfrentar a insurgência, em 1813, da Prússia e de seus aliados (a Áustria, a Rússia e a Suécia) na cidade de Leipzig, na atual Alemanha, sendo novamente derrotado. Napoleão, entretanto, conseguiu retornar para a França, porém, dada a crise política instalada, decidiu pela abdicação do trono, terminando por ser exilado na ilha de Elba.

Todavia, no exílio, Napoleão arquitetou sua fuga e partiu novamente para Paris, em 1815, onde reuniu seu exército e, mais uma vez, impôs-se como imperador da França, no período que ficou conhecido como Governo dos Cem Dias. Sabendo quais eram, exatamente, os seus principais inimigos, Napoleão partiu para a guerra contra a Prússia, Áustria, Rússia e Inglaterra, conseguindo, de início, derrotar o general prussiano Blücher, em Ligny. A derrota de Blücher abriu a possibilidade de subjugar os outros exércitos também, sobretudo o inglês, que já havia causado sérias baixas para o exército napoleônico.

O confronto decisivo ocorreu na região de Waterloo, na atual Bélgica. Além de Napoleão, o outro grande nome da Batalha de Waterloo foi o do marechal inglês Duque de Wellington, que já enfrentara as forças napoleônicas anos antes. Apesar das estratégias empregadas em Waterloo, a habilidade militar de Napoleão não foi páreo para a sagacidade do Duque de Wellington. Napoleão acabou perdendo em Waterloo e sendo forçado novamente a abdicar do governo e exilar-se na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde faleceu, como assinala o historiador Marco Mondaini:

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Com a derrota final de Waterloo e a segunda abdicação de Napoleão depois do Governo dos Cem Dias, em 22 de junho, a experiência do expansionismo imperial francês chega ao fim com uma situação de desastre nacional. Porém, por mais catastrófica que tenha sido a derrota, ela não conseguiu anular aquela que talvez tenha sido a principal obra do Império Napoleônico, apesar das graves contradições presentes no seu projeto.[1]

Segundo Mondaini, a “principal obra do Império Napoleônico foi o seu legado político para o futuro da Europa e de todo o mundo ocidental. Completa o historiador:

Não obstante seu despotismo, a empresa napoleônica conseguiu espalhar por todo o mundo ocidental os princípios fundamentais da Revolução, em grande parte graças à difusão do seu Código Civil. A retomada das ideias centrais da Revolução após o fechamento do ciclo restaurador da ordem política monárquica na Europa, entre 1815 e 1830, está a comprovar seu enraizamento nas consciência e instituições ocidentais.” [2]

NOTAS

[1] MONDAINI, Marco. Guerras Napoleônicas. In: MAGNOLI, Demétrio. (org). História das Guerras. São Paulo: Contexto, 2013. p. 189-287. p. 212.

[2] Idem. p. 212-213.

Por: Cláudio Fernandes

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