ENEM, jogos, redes sociais e mais: como os algoritmos têm facilitado o Exame Nacional do Ensino Médio e outras áreas

Muito se fala sobre a tecnologia por trás do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Mesmo em meio a teorias da conspiração, o fato é que o Enem utiliza algoritmos para avaliar a coerência do aprendizado dos estudantes. Assim como na principal prova do ensino médio brasileiro, outras áreas também fazem uso dessa tecnologia.

Nas redes sociais, os algoritmos utilizam o histórico de suas interações para avaliar qual conteúdo apresentar. No segmento de jogos, por outro lado, é comum você encontrar um pop plataforma de jogos confiável que utilize algoritmo para gerar resultados em jogos online. Popularmente conhecido como Gerador de Números Aleatórios (RNG), esse programa garante a aleatoriedade e justiça a cada rodada de slots e outras opções de entretenimento.

Foi entre os anos 2000 e 2010 que os algoritmos passaram a ser amplamente utilizados. Conhecida como a era da "Big Data", essa época focou no engajamento focado em personalização. Na educação, por outro lado, essa tecnologia chegou com enfoque no aprendizado real dos estudantes.

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Teoria da Resposta ao Item é baseada em algoritmos

Por mais que o Enem seja uma prova que mede o conhecimento dos estudantes, o sistema por trás de como o aprendizado realmente foi obtido é muito mais amplo do que parece. Via Teoria de Resposta ao Item (TRI), o principal exame do ensino médio brasileiro foca em escalas com níveis de dificuldade e parâmetros da questão visando combater o famoso "chute" dos respondentes.

Na opinião de Vinícius Figueiredo, coordenador do curso pré-vestibular Bernoulli, o TRI entra como uma valorização do padrão de acerto. Para Figueiredo, essa abordagem ajuda na avaliação da coerência do desempenho de cada aluno que faz a prova.

Entender como funciona a correção do Enem ajuda o estudante a saber o que esperar quando realizar a prova, mas não é o único fator que o estudante deve focar ao longo dos seus estudos. Para Eduarda Farage, dona da maior nota do Exame Nacional do Ensino Médio em 2024, o importante é aprimorar a maneira pela qual o estudante se prepara para o exame.

Algoritmos ganham protagonismo pela maior justiça por trás dos resultados

A ideia de inserir algoritmos nos resultados do Enem é baseada na maneira pela qual essa tecnologia tem se demonstrado mais justa para avaliar os candidatos e também em outros segmentos ao qual é aplicada. No caso dos jogos online que utilizam o RNG, por exemplo, as plataformas e nem mesmo o jogador consegue controlar o que vai acontecer.

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A aplicabilidade do RNG só é possível graças a fórmulas matemáticas complexas que geram resultados de maneira completamente aleatória. Por serem muito bem desenvolvidas, essas tecnologias não permitem que jogadores consigam entrar no código fonte e alterar o que vai acontecer.

Visando garantir ao jogador que os jogos são totalmente justos, laboratórios como e eCOGRA, Gaming Laboratories International (GLI) e iTech Labs realizam auditorias independentes. Com isso, as plataformas conseguem receber certificações que confirmam seu compromisso com resultados confiáveis sem que nenhum tipo de controle externo seja aplicado a eles.

Tendência é de aprimoramento no uso dos algoritmos

Tudo indica que os algoritmos vão continuar sendo protagonistas do mercado como um todo. No caso das redes sociais, por exemplo, essa tecnologia chegou como elemento que aumenta o engajamento e cria uma abordagem personalizada para quem quer encontrar a informação que precisa.

Em entrevista à rede britânica BBC, Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, declarou que os algoritmos das redes sociais são projetados para a otimização do conteúdo visando o maior engajamento e cliques dos usuários. Tudo isso cria uma abordagem mais pragmática e assertiva para as redes sociais.

Tecnologia vai muito além do resultado da prova

Por mais que o estudante precise focar na prova do Enem em si e no estudo preparatório para o exame, vale a pena entender que todo o sistema por trás do Exame Nacional do Ensino Médio é baseado em tecnologia. Muito além dos algoritmos, o Enem também faz uso de inscrição automática para alunos da rede pública de ensino e estuda a possibilidade de implantar a Inteligência Artificial para testagem de questões.

Acompanhar as últimas tendências de tecnologia e entender como todo o sistema do Enem busca avaliar os resultados dos estudantes de forma justa garante que quem faz a prova se sinta mais à vontade ao saber que suas respostas são analisadas com justiça, seguindo a mesma lógica dos jogos online e de outros segmentos aos quais o algoritmo é aplicado visando a otimização de resultados.

Novos estudos têm sido feitos para aprimorar ainda mais os resultados do Enem. Enquanto isso, cabe ao estudante se preparar da melhor maneira possível lendo os materiais, estudando e tendo em mente que o algoritmo, nesse caso, vai recompensar quem mais se dedicou e assimilou o conteúdo antes de começar a responder a prova.

Por: Equipe Prepara Enem