Quando uma cesariana é recomendada?

A cesariana é indicada principalmente quando a mãe ou o bebê correm risco de vida.

É cada vez mais comum que mulheres optem pelo parto cesáreo em vez de recorrerem ao parto normal. Normalmente, essas mulheres procuram essa técnica para evitar as dores das contrações e do parto. Entretanto, o ideal é que ela não seja realizada indiscriminadamente.

A escolha do tipo de parto deve ser baseada no histórico da paciente, no trabalho de parto, bem como na vontade da gestante. A cesárea é o parto escolhido por uma boa parte das mulheres (1 em cada 5), porém muitas delas não sabem os riscos que esse procedimento apresenta. Em uma cesárea, o risco de morte é cerca de cinco vezes maior quando comparado a um parto normal.

A cesariana não deve ser realizada apenas para evitar a dor, sendo fundamental que o médico só indique o procedimento caso seja necessário. A seguir, vamos relatar os principais casos em que se faz necessária a realização de uma cesariana.

1. Falha na progressão do parto: Geralmente muitos médicos sugerem que seja feita uma cesariana nos casos em que a dilatação não está ideal a fim de se diminuir o tempo de trabalho de parto. Geralmente a falha na progressão está relacionada com uma contração ineficiente. O ideal é que, inicialmente, o médico tente estimular as contrações, se mesmo assim o parto não for possível, recomenda-se a cesariana.

2. Placenta prévia: Nesse caso, em que ocorre sangramento nas últimas semanas de gestação em razão da implantação da placenta no colo do útero, a cesárea é recomendada.

3. Descolamento prematuro da placenta: nesse caso, o risco de mortalidade do bebê e da mãe é alto. A cesárea é feita quando o feto ainda está vivo; em caso de morte, recomenda-se o parto normal para evitar maiores complicações, como perda excessiva de sangue.

4. Desproporção cefalopélvica: quando o bebê está com peso elevado, com índice de massa corpórea maior que 25kg/m2, entre outras características que dificultam o parto normal. Entretanto, esse diagnóstico só é feito no momento do parto, analisando-se o partograma, uma representação gráfica do trabalho de parto.

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5. Prolapso do cordão umbilical: Esse quadro caracteriza-se pela saída do cordão umbilical pela vagina antes do bebê. A cesariana é recomendada porque a pressão no momento do parto pode fazer com que o bebê não receba sangue por um período de tempo.

6. Frequência cardíaca fetal não tranquilizadora: Esse quadro representa um estado de hipoxia fetal intrauterina. Recomenda-se que a cesárea só seja realizada após uma análise de outras características, como o aspecto do líquido amniótico, dilatação, entre outros.

7. Cesárea após a realização de uma cesárea anterior: A opção pela cesariana ocorre porque o parto normal poderia ocasionar a ruptura da cicatriz do útero de um parto cesáreo realizado anteriormente. Vale destacar que alguns trabalhos afirmam que o sucesso de um parto normal é de 70% nesses casos.

8. Paciente com HIV: É recomendada a cesárea em casos em que a mãe é soropositiva, pois esse tipo de parto reduz os riscos de transmissão do vírus.

9. Gestação múltipla: Em casos de gêmeos, deve-se analisar o estado da mãe e dos bebês, sendo que, em alguns casos, os médicos optam por parto normal. Cada caso deve ser avaliado individualmente e cuidadosamente.

Cada médico apresenta uma opinião em relação à necessidade de uma cesariana, e os casos citados são apenas alguns poucos exemplos de quando a cirurgia é adequada. Apesar de ser um procedimento que contém riscos, algumas vezes é o melhor para a mãe e para o bebê, evitando mortes por complicações durante um parto normal.

Algumas vezes o parto cesáreo pode ser essencial para a sobrevivência da mãe e do bebê

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Por: Vanessa Sardinha dos Santos

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