Doença de Pompe

A Doença de Pompe é uma herança autossômica recessiva que atinge principalmente o tecido muscular e nervoso.

A doença de Pompe é uma herança autossômica recessiva

A doença de Pompe é uma herança autossômica recessiva rara com incidência total de aproximadamente 1:40.000 nascidos vivos. A doença, que também é chamada de glicogenose tipo IIa, é caracterizada pela deficiência de uma enzima denominada alfa-glucosidase-ácida que é responsável pela quebra de glicogênio no interior dos lisossomos.

Uma vez que a alfa-glucosidase-ácida não é produzida adequadamente no organismo, o glicogênio conhecido como lisossômico vai se acumulando. Esse acúmulo é mais evidente em células do tecido muscular e tecido nervoso. No tecido muscular esquelético, por exemplo, observa-se que gradativamente ele perde sua capacidade de contração, tornando-se um tecido fibrótico, o que compromete a função motora.

Existem duas formas da doença de Pompe, a chamada forma infantil, que é menos frequente, e a doença de início tardio. Na forma infantil, os sintomas iniciam-se nos primeiros meses de vida da criança e normalmente são cardiomiopatia, redução do tônus muscular (hipotonia) e fraqueza muscular. A criança também apresenta atraso no desenvolvimento motor e problemas para dormir e alimentar-se. A evolução do quadro é relativamente rápido e, nesses casos, a doença é letal.

A doença de início tardio pode manifestar-se a qualquer momento após o primeiro ano de vida. Diferentemente da forma infantil, ela progride de forma lenta e normalmente não causa cardiomiopatia. Nessa forma da doença de Pompe, o principal sintoma é o comprometimento das funções motoras, que geralmente levam o paciente a usar cadeira de rodas. A medida que a doença avança, o paciente pode necessitar de ventilação pulmonar mecânica em virtude do comprometimento da função respiratória. Assim como na forma infantil, o acometido pode ter dificuldade para alimentar-se.

A doença de Pompe é grave, sem cura e pode levar à morte. Na forma infantil, o óbito da criança ocorre ainda no primeiro ano de vida e é decorrente de uma falência cardiorrespiratória. Na forma adulta, na maioria das vezes, a causa da morte é insuficiência respiratória.

O tratamento da doença visa à melhora da qualidade de vida do paciente, aumentando sua expectativa de vida. O foco, em grande parte dos casos, é a melhora da função dos músculos cardíacos e esqueléticos com uma reposição enzimática que diminua o acúmulo de glicogênio nas células. Além da reposição enzimática, fisioterapia e terapias para melhorar a respiração são fundamentais. Para uma resposta melhor ao tratamento, é fundamental que o diagnóstico seja precoce.

Para a realização do diagnóstico da doença, o médico recomenda, na maioria das vezes, a dosagem da atividade enzimática do paciente. Caso essa dosagem apresente-se inferior ao normal, é feita uma genotipagem.

Por: Vanessa Sardinha dos Santos

Artigos Relacionados

Últimas Aulas

Ciclo da água
Energia de ligação
Associação de resistores em paralelo
10 mulheres da filosofia que você precisa conhecer
Todas as vídeo aulas

Versão completa